Vingança em Cristal

Chapter 1 — O Silêncio de Jade

O champanhe borbulhava, espelhando o brilho cruel nos olhos de Denise enquanto ela observava Carlos dançar com outra mulher. Não era qualquer mulher; era Larissa, a filha do homem que destruiu sua família, a herdeira de um império construído sobre as ruínas do dela. Cinco anos. Cinco anos planejando cada detalhe, cada movimento, cada palavra. A vingança era um prato que ela serviria gelado, adornado com diamantes e servido em taças de cristal Baccarat.

Denise sorriu, um sorriso que não alcançava seus olhos. Ela havia se infiltrado nesse mundo de riqueza e poder, se tornado amiga de Larissa, uma confidente, uma irmã. Tudo falso. Tudo parte de um plano meticuloso para destruir a família Campos de dentro para fora. Carlos, o noivo de Larissa, era apenas uma peça no seu tabuleiro de xadrez, um peão que ela moveria com precisão cirúrgica.

A música alta abafava os sussurros venenosos que circulavam pelo salão. Denise respirou fundo, sentindo o cheiro doce e enjoativo das flores caras que decoravam o ambiente. Lembrou-se do cheiro de terra molhada e desespero que impregnava a pequena casa onde cresceu, depois que seu pai perdeu tudo para os Campos. Aquela memória alimentava sua determinação, a chama fria da vingança que ardia em seu peito.

Carlos se aproximou, um sorriso encantador no rosto. “Denise, que bom te ver. Larissa insistiu para que eu viesse te cumprimentar.” Ele apertou sua mão, e Denise sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Não era desejo, era repulsa. Ele era bonito, charmoso, o genro perfeito para os Campos. Exatamente o tipo de homem que ela precisava para executar seu plano.

“Carlos, parabéns pelo noivado,” Denise disse, a voz carregada de ironia. “Larissa parece radiante.”

“Ela está. Estamos muito felizes.” Ele hesitou por um momento, como se quisesse dizer algo mais. “Denise, eu sei que você e Larissa são muito próximas. Eu espero que…”

Antes que ele pudesse terminar, Larissa se aproximou, agarrando o braço de Carlos. “Meu amor, precisamos ir. Papai quer fazer um brinde.” Ela lançou um olhar gélido para Denise. “Denise, que bom que você está se divertindo. Mas não se esqueça de quem você é.”

Enquanto observava o casal se afastar, Denise apertou os punhos. A hora estava chegando. O primeiro ato da sua vingança estava prestes a começar. Ela puxou o celular da bolsa e enviou uma mensagem para um número desconhecido: "O jogo começou. Prepare-se para o xeque-mate."